segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dias de "(a)cão"

Tem dias que o inusitado parece a ordem. Ou tem dias que a desordem prevalece. Seja lá como for, não esperamos passar por determinadas situações. O dia ia indo bem, até que fui sacar um dinheiro no caixa do banco. E não é que o eletrônico recusou-se a me dar. Ironicamente o cheque do salário depositado no quinto dia útil não poderia ser sacado.

Um contratempo que não precisaria acontecer no dia do depósito da dissertação pra qualificação. Como sairia do apartamento e iria à Cidade Universitária sem dinheiro da passagem? Todos os telefones do banco insistiam na musiquinha até o ocupado. Já que entender o problema não parecia possível, arrumar alguém para emprestar o dinheiro seria a solução. Quando consegui quatro reais com um amigo, achei que não ia dar pé. Passei na casa do meu irmão e não o encontrei, liguei pro celular e pedi seu carro, assim chegaria com menor atraso e almoçaria com o empréstimo mais um e sessenta das moedas.

Chego na universidade e algumas decisões importantes, correções e impressões. Tudo parecia indo bem até que percebi que tinha de encadernar as seis cópias a três reais cada. Mais dois amigos me emprestam vinte reais. Corrida contra o tempo, documentos e assinaturas. Era rodízio do carro, estar na garagem antes das dezessete horas. Reservo a sala para a argüição da banca qualificação. Entrego as cópias e documentos, que são protocolados. Dever cumprido, depósito feito. Devolvi o carro no prazo.

Meses atrás, ia dirigindo o carro do meu avô com ele no banco do passageiro. Íamos a São José do Rio Pardo. Ele para uma consulta oftalmológica e eu para uma reunião de trabalho. Deixei-o no ambulatório, fui à reunião e retornei quando terminada. No guichê do centro médico onde o deixara a enfermeira explicou que aquele não era o local da consulta e que ele havia pego um táxi para o local correto. Com as coordenadas, cheguei ao prédio e o encontrei. Disse-me que esquecera a carteira no carro, não tinha dinheiro para o taxi, então, pediu à secretária dez reais e foi ao destino correto. Enquanto contava a proeza, os demais da sala achavam graça da iniciativa para a resolução do problema. Ele pediu que eu descesse no carro para pegar a carteira, passou o cartão da consulta e voltamos ao centro médico para devolver os dez reais à enfermeira.

Lidar com o contratempo. Aceitar que não temos controle e agir com o que dá pra controlar.

4 comentários:

Priscila Zavagli disse...

O passar cartão e digitar senha deixa a gente mal acostumado né! rsrs

Augusto Amato Neto disse...

Sim, e quanto! Não queira experimentar o não do caixa! rs

Priscila Zavagli disse...

Ah, já recebi.. o Bradesco me odeia, e é recíproco rsrs. Preciso aprender a andar com pelo menos $10,00 no bolso!

Chinez disse...

por que nao coloca ali do lado para quem gosta de samba?