domingo, 17 de janeiro de 2010

Domingo-Feira

Domingo definitivamente é dia da feira. Qualquer cidade que se preze tem feira aos domingos. E resta alguma dúvida de que a feira é um lugar excelente para observar comportamentos?

A feira é descendente do escambo, a famosa troca de mercadorias que foi forma dominante de comércio nalgum lugar de nossa história. Se você quer realmente conhecer uma cidade, conheça a sua feira, ela dará a ficha completa: alimentos típicos, formas de preparo, pessoas e hábitos, poder aquisitivo e distribuição de renda, oportunidade de conversar e interagir.

O comum entre todas é que começam cedo, antes do sol raiar, mas os melhores preços são os do fim da feira, o que ocorre geralmente pouco depois do meio dia e é conhecido no Brasil como hora da xepa. No sul é chamado de guimba.

A feira é como o samba, tem o dom de agregar pessoas de todas as classes sociais. As crianças contam moedas, os adultos choram o desconto. Quem resiste ao produto trazido direto do produtor, recém colhido e fresco?

Costumava freqüentar a feira da Rua João Guimarães Rosa, travessa da Consolação e da Augusta, a um quarteirão de minha casa em São Paulo. Aproveitava o Minhocão interditado para pedestres e ciclistas pra dar uma volta e ia à feira. O bacalhau fresco era uma das opções que levava pro almoço. Há uma semelhança entre o trânsito das ruas e das feiras em São Paulo: a concorrência entre carrinhos é grande, e a pressa é companheira até na hora da feira. Os feirantes gritam para atrair os fregueses, alguns até se posicionam à frente da barraca oferecendo degustação seguida de um “não vai levar mesmo?”.

Hoje vou à da Rua Pernambuco, em Mococa. Também muito freqüentada, tem produtores que vendem seus cultivos apenas aos domingos. Não se houve gritos dos feirantes, apenas o burburinho das vendas e conversas. A comida típica é uma das partes mais interessantes de qualquer feira. Hoje assisti a uma senhora montando as pamonhas com queijo e cozinhando na hora e fiquei até agradecido em ficar na fila, pois vi a feitura antes de trazê-la pra casa. O pastel é um clássico da feira, geralmente cada um tem a sua barraca preferida. É impossível sair com poucas sacolas, mesmo com pouco dinheiro.

Engana-se quem pensa que apenas comida é vendida na feira. Quem não se importa com a pirataria volta pra casa cheio dos filmes inéditos, roupas, tênis e sapatos. Pode-se esolher mudas diversas, galinhas vivas, apetrechos de cozinha, brinquedos e até pen drive e MP3 player.

Indico que procure a mais próxima e freqüente aos domingos. Dá até pra paquerar na feira!

Uma dica: percorra todas as barracas até última e faça as comprar na volta, assim não corre o risco de achar mais barato ou de melhor qualidade depois que já comprou.





17.01.2010

7 comentários:

Mariane Herédia disse...

Feira é legal... até gosto, mas não vou.... domingo geralmente eu acordo e já acabou ahuahauhaua

Bom restinho de férias professor.

Mariane Herédia disse...

ah, dá uma olhada nesse blog que eu descobri.... acho que vai gostar http://bloggalemdoqueseve.blogspot.com/

Augusto Amato Neto disse...

Oi Mariane,
Então vamos combinar de ir na feira de Guaxupé, acho demais aquelas barracas todas na praça. Vende de tudo... Aí comemos um pastel, o que acha?
Obrigado pela visita, apareça mais vezes!!!
Vou conhecer o blog...
Beijos e até breve!

Augusto Amato Neto disse...

PS: o blog foi uma sugestão para criar um a quatro mãos? hahahaha

Mariane Herédia disse...

É uma boa irmos, mas temos que ir na feira de sábado, pq na de domingo que tem l´peto da minha casa é bem furreca. huahauahuaha

Nessa feira de sábado tem de tudo mesmo...

Quanto aquele blog, eu apenas achei as crônicas interessantes....

Até

Priscila Zavagli disse...

Acabei de descobrir pela Mariane que em Guaxupé tem feira no domingo :S ... só conheço a do sábado, que de fato é bem variada.

Já fui na feira da Guimarães Rosa, quando morava na Alameda Santos. Ia prá comer tempurá, era realmente bom!! A feira da Granja Julieta (não me lembro o nome da rua..) também era divertidíssima!

Augusto Amato Neto disse...

Certeza que nos esbarramos na feira ou em outro lugar antes da Unip! rs