segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Antes Tarde


- Moço, eu quero falar com o gerente.

- Ele fica naquele prédio, contorna aquele jardim, na entrada que tem por trás.

Caminha até lá.

- Pois não – diz ele.

- Oi moço, meu nome é Josy, e eu queria saber se você pode me ajudar. É que eu tive aqui no ano passado, mais ou menos no mês de Agosto, num evento que teve a noite. Aí, eu conheci um cara, nós saímos e depois de dois meses eu descobri que estava grávida.

- Espera – diz ele surpreso. Mas você conheceu ele naquela noite?

- Sim, sabe como é, né?

- Não, não sei, você tinha bebido muito?

- Ah, acho que sim...

- E quantas vezes vocês saíram? – questiona.

- Só aquele dia.

- Espera. Eu não sei como eu posso ajudar você...

- Sabe o que é, eu queria saber se tem como você ver quem entrou aqui naquele dia.

- Bom, mas você precisa provar que ele esteve neste evento?

- Não, eu preciso achar ele.

- Mas você não manteve contato com ele?

- Não, foi só aquele dia.

- Qual é o nome dele?

- Não sei – disse ela – eu sei que ele é moreno, cabelo e olhos pretos.

- E qual foi o dia?

- Não sei, mas acho que foi numa sexta-feira em agosto do ano passado.

- Não sei se conseguirei te ajudar. Eu posso levantar a lista de pessoas que entraram nesses dias, mas sem um nome, será difícil localizar.

- Eu reconheço ele pela foto.

- Mas eu não posso mostrar o cadastro das pessoas aqui. Além disso, você precisa tomar muito cuidado com a acusação que vai fazer. Caso o exame de DNA dê negativo, você poderá ser processada por danos morais.

- Me ajuda, por favor! – com voz trêmula e lágrimas nos olhos – Meu pai fica dizendo que meu filho vai me cobrar de mim quem é o pai dele e eu não vou saber falar...

- Eu vou ver o que posso fazer. Qual seu nome?

- Josy Maria da Cunha.

- Josi Maria da Cunha – ele escreve.

- Não, Josy com ipsilon.


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